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Artigos · arXiv 2109.01652

Finetuned Language Models Are Zero-Shot Learners

Publicado em cs.CL arXivPDF

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Resumo em três linhas

  1. 🎯 Modelos de linguagem grandes não ajustados têm dificuldades em tarefas zero-shot porque prompts puros desviam da distribuição de tokens do pré-treinamento.
  2. 🔧 Instruction tuning: ajuste fino de um decoder LM de 137B em 62 datasets de PLN verbalizados via templates em linguagem natural, retendo clusters de avaliação.
  3. 📈 O FLAN zero-shot supera o GPT-3 175B zero-shot em 20 de 25 datasets avaliados e bate o GPT-3 few-shot em tarefas como ANLI e BoolQ.

Resumo

Este artigo explora um método simples para aprimorar as capacidades de aprendizado zero-shot de modelos de linguagem. Demonstramos que o instruction tuning — o ajuste fino de modelos de linguagem em uma coleção de tarefas descritas por meio de instruções — melhora substancialmente o desempenho zero-shot em tarefas não vistas. Utilizamos um modelo de linguagem pré-treinado de 137B parâmetros e realizamos o instruction tuning em mais de 60 tarefas de PLN verbalizadas por meio de templates de instrução em linguagem natural. Avaliamos esse modelo ajustado por instruções, que chamamos de FLAN, em tipos de tarefas não vistas. O FLAN melhora substancialmente o desempenho de sua contraparte não modificada e supera o GPT-3 175B zero-shot em 20 de 25 tarefas avaliadas. O FLAN inclusive supera o GPT-3 few-shot por uma ampla margem no ANLI, RTE, BoolQ, AI2-ARC, OpenbookQA e StoryCloze. Estudos de ablação revelam que o número de conjuntos de dados de ajuste fino, a escala do modelo e as instruções em linguagem natural são fundamentais para o sucesso do instruction tuning.

Resumo original (inglês)

This paper explores a simple method for improving the zero-shot learning abilities of language models. We show that instruction tuning -- finetuning language models on a collection of tasks described via instructions -- substantially improves zero-shot performance on unseen tasks. We take a 137B parameter pretrained language model and instruction-tune it on over 60 NLP tasks verbalized via natural language instruction templates. We evaluate this instruction-tuned model, which we call FLAN, on unseen task types. FLAN substantially improves the performance of its unmodified counterpart and surpasses zero-shot 175B GPT-3 on 20 of 25 tasks that we evaluate. FLAN even outperforms few-shot GPT-3 by a large margin on ANLI, RTE, BoolQ, AI2-ARC, OpenbookQA, and StoryCloze. Ablation studies reveal that number of finetuning datasets, model scale, and natural language instructions are key to the success of instruction tuning.

Guia de leitura

Problema e motivação

Modelos de linguagem grandes (como o GPT-3 175B) destacam-se no aprendizado few-shot ao aproveitar exemplares no próprio contexto. No entanto, suas capacidades zero-shot continuam substancialmente mais fracas em benchmarks complexos de PLN, como compreensão de texto, inferência em linguagem natural (NLI) e resposta a perguntas. Modelos não ajustados dependem de prompts formatados como continuações dos dados de pré-treinamento, o que é um formato não natural e frágil para tarefas que normalmente são formuladas como instruções ou consultas explícitas.

Os autores investigam se o ajuste fino supervisionado em uma ampla coleção de tarefas diversificadas de PLN, formuladas explicitamente como instruções em linguagem natural, capacita os modelos de linguagem a generalizarem em modo zero-shot para tipos de tarefas completamente não vistas no momento da inferência.

Ideias-chave

  • Instruction Tuning: Converter datasets existentes de PLN em formatos de instrução-resposta utilizando templates de prompts em linguagem natural, combinando supervisão multitarefa com prompting.
  • Task Cluster Holdout: Agrupar datasets em clusters temáticos (por exemplo, NLI, Closed-Book QA, Tradução, Sentimento). Ao testar a generalização zero-shot em um cluster-alvo , todos os datasets pertencentes a (e clusters estreitamente relacionados) são excluídos do treinamento para garantir uma avaliação cruzada de tarefas puramente zero-shot.
  • Classification with Options: Para tarefas de classificação, anexar um sufixo OPTIONS: listando os rótulos candidatos válidos diretamente no prompt, orientando a distribuição de saída do modelo generativo sem restringi-lo puramente a comparações de logits em classificação por ranqueamento.

Método

O modelo base é o LaMDA-PT, um transformador denso, da esquerda para a direita, apenas decodificador (decoder-only) com 137 bilhões de parâmetros, pré-treinado em 2,49T de tokens BPE abrangendo documentos da web, código, Wikipedia e dados de diálogo (cerca de 10% não ingleses).

  1. Agregação de Dados: 62 datasets do TensorFlow Datasets são agrupados em 12 clusters. Para cada dataset, são compostos 10 templates exclusivos de instrução em linguagem natural (incluindo até 3 templates "invertidos", como gerar texto a partir do sentimento).
  2. Configuração de Treinamento: Os exemplos de treinamento por dataset são limitados a 30 mil. Os lotes são construídos usando um esquema de mistura proporcional aos exemplos com uma taxa máxima de mistura de 3.000 para evitar que datasets grandes dominem. O treinamento é executado por 30 mil passos de gradiente com tamanho de lote de 8.192 tokens usando o otimizador Adafactor (taxa de aprendizado ), comprimento de sequência de 1024 (entrada) e 256 (alvo), com empacotamento de sequências (sequence packing).
  3. Protocolo de Avaliação: Para avaliar ao longo de clusters retidos, são treinados modelos FLAN distintos. O desempenho é relatado tanto pela média de todos os templates de instrução quanto pelo melhor template selecionado em um conjunto de validação.
  4. Inferência com Exemplares Few-Shot: Quando exemplares estão disponíveis, as entradas são formatadas como: onde representa a concatenação com um token separador, limitado a 16 exemplares e 960 tokens.

Resultados

  • Comparação Zero-Shot contra o GPT-3: Utilizando o melhor template de validação, o FLAN 137B zero-shot supera o GPT-3 175B zero-shot em 20 de 25 benchmarks avaliados e supera o GPT-3 few-shot em 10 datasets, incluindo ANLI R1–R3, RTE, BoolQ, OpenbookQA e StoryCloze.
  • Tipos de Tarefas: Grandes ganhos ocorrem em tarefas naturalmente formuladas como instruções (por exemplo, NLI, compreensão de texto, QA de livro fechado, tradução). No RTE, o FLAN alcança 84,1% (melhor template de validação) contra 63,5% do GPT-3 zero-shot e 72,9% do GPT-3 few-shot. No BoolQ, o FLAN atinge 82,9% contra 60,5% do GPT-3 zero-shot e 77,5% few-shot.
  • Dependência de Escala: Abreviações e ablações em 422M, 2B, 8B, 68B e 137B parâmetros revelam que o instruction tuning prejudica a generalização zero-shot em tarefas não vistas para modelos com de parâmetros. A transferência positiva surge apenas em escala ( e ).
  • Importância das Instruções: O ajuste fino sem templates de instrução (apenas entrada-saída: média de 37,3% em 4 clusters) ou apenas com nomes de datasets (46,6%) resulta em um desempenho zero-shot significativamente pior do que com instruções naturais (55,2%).
  • Compatibilidade com Prompt Tuning: O prompt tuning eficiente em parâmetros aplicado ao FLAN resulta em maior acurácia no SuperGLUE do que quando aplicado ao modelo base não ajustado LaMDA-PT, especialmente em regimes com poucos recursos de 32 exemplos.

Limitações e questões em aberto

  • Tarefas de Preenchimento de Sentenças: O instruction tuning oferece benefício mínimo (e às vezes prejudicial) em tarefas no estilo modelagem de linguagem, onde as instruções são redundantes, como no Winogrande ou em conclusões de sentenças em raciocínio de senso comum.
  • Complexidade das Instruções: O artigo investiga apenas instruções curtas de uma única frase, em vez de diretrizes de prompt longas e elaboradas comumente fornecidas a avaliadores humanos.
  • Janela de Contexto e Computação: O comprimento de contexto de 1024 tokens do FLAN impediu a avaliação rigorosa de tarefas de sumarização. Além disso, a execução e o atendimento de um modelo denso de 137B parâmetros requerem altos recursos computacionais.

Termos-chave

instruction tuning
Ajuste fino de um modelo de linguagem pré-treinado em uma coleção diversificada de datasets formatados usando templates de instrução em linguagem natural para melhorar a generalização em tarefas não vistas.
FLAN
Finetuned Language Net; o modelo de 137B parâmetros ajustado por instruções com base na arquitetura LaMDA-PT apenas decodificadora.
task clusters
Agrupamentos de datasets de PLN por tipo de tarefa (por exemplo, NLI, Closed-Book QA) usados para impor divisões estritas de avaliação com exclusão de um cluster completo para testes zero-shot.
LaMDA-PT
Um transformador denso, da esquerda para a direita, apenas decodificador com 137B parâmetros pré-treinado em 2,49T de tokens de documentos da web, código, Wikipedia e dados de diálogo.
classification with options
Uma estratégia de formatação de saída em que um token 'OPTIONS:' seguido pelas classes candidatas possíveis é anexado a prompts de classificação para orientar a geração de texto livre.
examples-proportional mixing
Uma estratégia de ponderação de datasets durante o treinamento multitarefa em que a amostragem de dados é proporcional ao tamanho até um limite máximo especificado (3.000 exemplos).
data contamination analysis
Uma avaliação post-hoc que mede a sobreposição de n-gramas do corpus de pré-treinamento com conjuntos de teste de benchmark para verificar se os ganhos de desempenho não decorrem de memorização.

Perguntas

Como o instruction tuning difere do ajuste fino multitarefa padrão?

O ajuste fino multitarefa tradicional visa otimizar o desempenho em tarefas de treinamento específicas ou adaptar-se a novos domínios. O instruction tuning usa instruções em linguagem natural para treinar o modelo a compreender descrições de tarefas, visando à generalização zero-shot em tipos de tarefas não vistos e totalmente retidos durante o treinamento.

Por que o instruction tuning prejudica o desempenho em modelos de linguagem menores?

Para modelos com 8B de parâmetros ou menos, aprender cerca de 40 tarefas distintas de ajuste por instrução parece consumir toda a capacidade de parâmetros do modelo, degradando a generalização para tarefas não vistas. Apenas em e 137B de parâmetros a capacidade permite aprender simultaneamente a execução da tarefa e o acompanhamento geral de instruções.

Em quais tarefas o FLAN não consegue superar o modelo base não ajustado?

O instruction tuning mostra pouco benefício em tarefas formuladas diretamente como continuações de modelagem de linguagem, como resolução de correferência (por exemplo, Winogrande) e benchmarks de bom senso para continuação de frases, onde os prompts instrucionais são amplamente redundantes com o objetivo básico de pré-treinamento.

Como a contaminação de dados foi tratada no corpus de pré-treinamento?

Os autores pesquisaram sobreposições de 13-gramas entre os exemplos de teste e o conjunto de dados de pré-treinamento de 2,49T tokens, criando subconjuntos limpos sem colisões. O desempenho nos subconjuntos limpos não apresentou correlação com quedas de desempenho, indicando que a memorização não foi o motor dos ganhos zero-shot do FLAN.

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